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“É um projeto importante, é uma questão urgente. Acho que os eventos que ocorreram este ano, especialmente [os ataques] no Ceará, acendem uma luz amarela de que a questão da segurança pública é algo que tem que ser tratado com a devida celeridade, porque as ameaças são cada vez maiores”, enfatizou.
Ao ser questionado se o pacote anticrime poderá tramitar junto com a proposta de emenda à Constituição (PEC) da reforma da Previdência, Sérgio Moro afirmou que há espaço para as duas pautas.
“Na minha avaliação, isso pode tramitar em conjunto, não haveria maiores problemas. Mas nós vamos conversar, estamos abertos ao diálogo. Evidentemente, as decisões relativas ao Congresso pertencem ao Congresso”, disse o ministro.
A Frente Parlamentar da Segurança Pública tem pouco mais de 300 integrantes e será coordenada pelo deputado Capitão Augusto (PR-SP). Segundo ele, a bancada vai dar voz a quem queira contribuir com os projetos e discussões voltados ao tema.
“Todos tem como principal preocupação a redução da estatística criminal. Então, obviamente, nós temos uma pequena parcela dentro da frente parlamentar que é desarmamentista. Vamos colocar de 304, não chega a 15 que são desarmamentistas, mas eles acreditam nisso, que através do desarmamento da população, melhora a segurança pública, é um direito dele. Não é porque ele tem essa visão que nós vamos excluí-lo. Não é porque ele diverge de nós em apenas uma área, que não seria aceito aqui. Então, é uma frente bastante democrática”, ressaltou o parlamentar.
A Frente Parlamentar da Segurança Pública, entre outros assuntos, deve defender a tramitação do pacote de medidas de endurecimento de penas e de combate ao crime, proposto, em fevereiro, pelo ministro Sergio Moro.
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